quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Para Vínícius

Aquela era a barca dos desvalidos
Dos restos da noite
Michês
mal-amados
sem vez
Exceto por ele
Aquele moleque safado
insistente
desobediente
Que trouxe à proa uma nova alegria
um alento
a brincadeira
a malemolência
gracejos
Sente. A brisa noturna envolvendo o breu
Ouve. A água escura roçando o casco.
Veja
A madrugada nunca mais será a mesma
depois dele
Não mais.

Madrugada do dia 17/02/08

Um comentário:

Anônimo disse...

Eu pude até sentir a maresia... Ouvir o som do mar emoldurando esse encontro...