(Este texto foi publicado pela primeira vez no blog de uma querida - Aline - que, logo depois, apagou o então blog, lindamente denominado Relicário. Pensei tê-lo perdido para sempre até hoje, quando tive a grata surpresa de descobri-lo em um email enviado a uma outra querida, a que dá nome ao título: Manoela).
Aline! Beijos e valeu por esse texto tão divertido!
Depois de várias tentativas finalmente ia ser ontem, é claro que houve um ou dois imprevistos que atrasaram minha saída do trabalho, mas só osuficiente para que o resto da noite corresse no "timing" certo.
Cheguei meio esbaforida ao café, sabendo que ela já estaria lá esperando a algum tempo, tive medo de não reconhê-la, por só tê-la visto outras duas vezes, então vi uma moça, sentada lendo alguma coisa, fui me aproximando ainda com receio de que não fosse ela, com minha pose formal-tímida, então ela me viu e deu um pulo da cadeira, o resto foi só abraços e sorrisos. "Oiiii".
Comemos o mesmo sandwiche, porque ela não conhecia o lugar e resolveu confiar no meu gosto, tomamos o mesmo refrigerante, porque aí neste caso, era o refrigerante que ela não conhecia.
E conversamos um tempão sobre várias coisas, e o assunto acho que não ia acabar tão cedo, mas eu quis ir ao banheiro e na volta um pouco depois ela quis ir conhecer a livraria que eu disse que havia no andar superior, subimos, reparando agora um pouco melhor no movimento que nos circulava, pois era o Odeon em dia de pré-estréia do filme "o passado", sim, todo mundo lá, todo mundo que eu não faço a mínima idéia de quem seja.
Eu não conhecia e não me importava, mas Val, que conhecia, não se importava mas estava curiosa. Até que me perguntou "O que eles estão fazendo aqui?", eu olhei e vi três velhinhos pomposos, "quem são?", ela riu e disse: "Que bonitinho!" Era os bons velhinhos da família Severiano Ribeiro, achei eles todos muito fofos.
Então subimos, vimos livros, e descemos pelo outro lado, antes que eu me desse conta que estava em um lugar meio VIP completamente bloqueado Val disse "Ih, olha a Bjork".
Sem dar maior importância ao fato, e continuou a descer as escadas, nisso eu estava rosa pink, da cor do vestido de mangas bufantes da Bjork, que por sinal é fofa pessoalmente, sem saber se ia atrás dela ou não, se fosse o que diria, resolvi pegar um autógrafo no livro maravilhoso que a Val tinha me dado, assim teria duas raridas no mesmo montante de papel. Comecei a procurar a caneta, não achava, as pessoas se moviaml entamente, foi quando Val muito entusiasmada quase gritou:
- É a Manoela!!
Meu Deus, quem seria Manoela??? Era uma amiga dela, que estava por alí, se abraçaram, foi lindo, e eu ainda rosa pink procurando uma caneta, tudo se movendo lentamente, era hora, o séquito da Bjork e ela mesma começaram a entrar na sala de cinema, eu fui atrás, não sei para quê, e acabei desistindo no meio do caminho, porque não queria incomodar a Bjork, na volta, passando pela porta o Gael estava lá, belo rosto, baixinho e um pouco cabeçudo, assim como eu é uma pessoa que passa desapercebido apesar de ter um rosto lindo e ser muito fotogênico, fico me perguntando se ele também é modesto.
Disse a Val que não deu, mas que o Gael estava lá, ela achou legal, mas continuava impressionada com a presença de Manoela alí, afinal, que coincidência não??? Quem poderia esperar encontrar Manoela no Odeon aquela noite?...
Bjork e Gael vá lá.
Postado por Lili às 12:48 PM - no extinto Relicário
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3 comentários:
Ah, que barato, adorei!!!!!!111
êeeeeeeee que lindo, Val!
Adorei tb!
Que saudades de vc :)
Eu havia me esquecido desse "adoravel" Fato ocorrido... que delicia relembrar, ótimas escolhas de palavras!!! Parabéns!!!
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