Um silêncio que não antecede nadaUm segundo que não define o tempo
Às quatro para o meio-dia tive fome
E fui até a cozinha procurar algo para comer
Em infinitos cantos do planeta
Pessoas comuns como eu
Faziam e deixavam de fazer coisas banais
Envolvidas apenas em respirar
Em serem elas mesmas
Uma cadela sarnenta passou
Quando abri a janela
E o velho do morro na padaria
Sorveu seu café satisfeito
O sol não impediu um vento frio de ventar
E o céu pincelou de azul as águas da baía
Um homem pescando
Uma mulher dando de mamar
Gritos de crianças brincando de brincar
Jovens entre si
Enclausurados em suas próprias conchas
Um dia simples como os córregos
Um fim de semana como tantos outros
E você, darling, suspensa
Nunca mais sarcasmo
Nunca mais dor
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O som que não antecipa a música
O riso que não prevê o fim

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