Você me salvou de você.
E o que é melhor.
Com tamanha inocência,
que jamais saberá.
Tarde do dia 27/01/08
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Acordou inspirada.
Um vento novo arejava o quarto, o semblante, os cabelos. Seus pensamentos rarefeitos.
Desejou ousar. E dar margem àquele impulso que a sequestrou de sua mesmice matinal.
Criou coragem, não ligou para ninguém, isso mesmo que eu disse: NINGUÉM. E por si mesma decidiu. Vestiu o biquini, um antigo vestido surrado de histórias e sonhos e foi.
Pegou também uns trocados e jogou uma garrafa d'água na bolsa de crochê que sua tia havia lhe dado faz tempo.
Foi bom guardá-la.
Era cedo ainda. Bem cedo.
Um ar gelado sequer prenunciava o sol que o dia prometia. E você aproveitou para andar calmamente até à praia.
A um quarteirão da areia, seu coração deu uma leve desgovernada, batendo um pouco mais forte que o de costume.
O friozinho antes do salto.
Respirou fundo e seguiu.
Continuou andando rumo à sua ousadia.
Pequena, vá lá, mas sua.
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Fora o merguho mais prazeroso que já dera em sua vida.
Como o Ano Novo em que passou sozinha sob uma chuva fina.
O aniversário que comemorou com duas amigas do ginásio.
E o Natal em que todos viajaram. E só você ficou.
Sim, menina, você tem vocação para a felicidade.
É, você tem.
Noite do dia 27/01/08
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Um comentário:
Adoro... Pequenas transgressões que agigantam a alma... Uma mulher e seus mistérios...
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