O tempo de sonhar já passou. E, se alguém perguntasse agora o que eu mais gostaria de sentir em meio aos dias e meses de um cotidiano aflito, responderia de tacada: paixão. Por um segundo ao menos. Contrariando a sabedoria poética de Cora Coralina, que dizia: “a melhor fase da mulher é quando ela não depende mais afetivamente do homem.”
Mas que saudade, às vezes. Saudade de quando esperá-lo agendava o meu dia e minhas tarefas unicamente para o ato de... esperá-lo. Saudade de quando sua chegada apagava toda e qualquer pequena dúvida ou desentendimento. Quando minha vida se resumia magistralmente na sua simples e imperiosa chegada.
E, no entanto, sei que nada disso pesa para o maior ato de amor que um ser humano pode se dar:
esquecer.
Por misericórdia, esquecer. Por respeito a si próprio, esquecer. Por compaixão e nobreza: esquecer.
Não existe recomeço para uma história sem fim, meu amor.O que seríamos nós, afinal, depois de tudo acabado? Você, um Dom Juan fraterno e eu uma Penélope sem tear?
Vá saber.
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3 comentários:
É impossivel ñ sonhar... as vezes sonhamos com a chegada desse dia... mas é só um sonho! rs Adorei, que volte seu texto, sua palavra, que volte você. Bjus
Concordo com o comentário acima.
Talvez o sonho seja o que nos diferencia das coisas. E, mais do que isso, ter força pra realizar o sonho.
O ruim é que, às vezes, não depende apenas de nós. Aí, então, podemos sonhar com outra pessoa, com outro lugar, com outro caminho, enfim.
Volta, Val! A galera faz coro. hehehe
Beijo.
Vc é o máximo!
Quando eu crescer querop ser como você!!!rs
bjkas
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